A vida.A vida é uma partida de videogame.
É sério.
A gente é colocado em um mundo virtual e acredita que ele é real.Não acredita, né?
O mundo é o que se pode ver, ouvir e sentir de alguma forma, certo?
Mas e se você for cego, surdo e/ou mudo?O mundo deixa de existir?
Claro que não.
Nosso corpo é o mediador entre nossa consciência (mente,alma,espírito) e o mundo físico.Acreditamos que ele é real porque compartilhamos com outros os mesmos mecanismos de percepção.
Se tivéssemos olhos como os de alguns animais, veríamos cores que não somos capazes de captar com os olhos que equipam nosso kit básico.
Somos o Mário, seguindo em frente sem enxergar o que se passa fora da tela, ou saber quem programou o jogo.
O ponto é: todo jogo tem regras.A gente pode até engolir um cogumelo gigante tentando passar por cima dos obstáculos, mas uma hora o efeito acaba e aí,só dando reset.
A finalidade do jogo só quem sabe é o programador, que tenta manter o jogador (espírito) interessado na partida.
O pobre Mário sabe que o fim de uma partida não significa fim de jogo, e até mesmo chegar ao fim da aventura não é garantia de final feliz.
Sempre pode haver uma nova aventura, com mais desafios e maior complexidade.
Pra quê?
Pra testar a habilidade do jogador.
E aproximar o personagem virtual da perfeição do modelo real.Até que não haja distinção entre os dois.
E esse é um processo contínuo, onde programas básicos rodam ao mesmo tempo que os mais avançados, aperfeiçoando todo o sistema.
Há os jogadores que conhecem alguns detalhes da programação, e sabem evitar caminhos perigosos.
E há os que oferecem cópias piratas do programa, ou macetes para chegar mais rápido ao final, o que pode causar um bug no programa.
Então o melhor é tentar jogar pelas regras o máximo possível, ou estudar o código de programação pra não travar o sistema.
Ou então, só no próximo reset.
P.S.: não gosto de jogos de plataforma, sou mais RPG e estratégia.
